Personagem central do teatro, música pop e audiovisual brasileiros dos últimos cinquenta anos, Evandro Mesquita afirma que um dos papéis da arte é chegar ao maior número de corações e espaços que conseguir.
“Acho fundamental. Já era uma das nossas preocupações no teatro, ainda na década de 1970. Não falar apenas para o nosso nicho de pessoas que tem as mesmas informações que a gente”, disse Evandro neste sábado (8), durante a entrevista coletiva da Sala Jô Soares do Festival de Curitiba.
Aos 71 anos, o cantor e ator será o mestre de cerimônias do evento do MishMash, a mostra de variedades artísticas e performáticas do Festival de Curitiba que reúne profissionais das artes circenses do Brasiel e do mundo. O Mish Mash 2023 fecha o festival de Curitiba nos dias 8 e 9 de abril no Viasoft Experience.
Carreira
Evandro começou a carreira no grupo de teatro carioca Asdrúbal Trouxe o Trombone, formado em meados dos anos 1970 ao lado de nomes como Regina Casé, Perfeito Fortuna, Hamilton Vaz Pereira, Patrícya Travassos e Luís Fernando Guimarães e outros tantos, que revolucionou a comédia brasileira.
“Eu estou muito contente de estar aqui neste momento em que a gente tá precisando dessa oxigenada de arte e cultura. Curitiba está dando um exemplo sensacional e no circo eu me sinto em casa”, disse.
O vocalista da Blitz, banda pioneira do rock brasileiro nos anos 1980, lembrou dos tempos que era um aspirante a artista e falou que reconheceu a mesma atmosfera no Festival de Curitiba. “A gente viajava o Brasil inteiro de carona, sem estrutura e juntava a grana na caixinha de queijo caturipy. Era a força da arte pegando a gente em cheio: jovens e querendo mudar o mundo eu sinto tudo isso aqui muita energia no festival” disse.
Evandro disse que a fama recente de seu personagem na série “A Grande Família”, no ar na Rede Globo entre 2001 e 2014, ainda reverberam, mas que tem grande carinho por aquele trabalho. “O ‘Paulão da Regulagem’ me persegue até hoje, mas era uma grande curtição. O programa era um jazz: tinha um texto e que a gente improvisava em cima e era popular e sofisticado”.